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Capoeira Adaptada
Introdução da prática de capoeira para portadores de necessidades especiais, idosos, síndrome de down, deficientes mentais,dependentes químicos e demais grupos onde a prática deve contar com adequações e particularidades.
LOCAIS DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO BEIJA-FLOR CAPOEIRA PARA TODOS:

Centro de Pesquisas São Francisco de Assis/Educação Infantil

Escola de Dança de Salão Dançart / Capoeira Adaptada

Centro de Atenção Psicossocial São Bernardo do Campo / Reabilitação e Recolocação Social.

Universidade Metodista de São Paulo / Capoeira na Segunda Infância

PSICOMOTRICIDADE

Definição

É a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo.

Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.

Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.

O Psicomotricista

É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica e da retrôgenese.

Quais são suas áreas de atuação?

Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa.

Qual a clientela atendida?

Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade.

Mercado de trabalho Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.

SÍNDROME DE DOWN

O que é?
Um atraso no desenvolvimento, das funções motoras do corpo e das funções mentais, o bebê é pouco ativo e molinho o que se denomina hipotonia. A hipotonia diminui com o tempo, conquistando, o bebê, mais lentamente que os outros, as diversas etapas do desenvolvimento.
A Síndrome de Down era também conhecida como mongolismo, face às pregas no canto dos olhos que lembram pessoas de raça mongólica (amarela). Essa expressão não se utiliza atualmente.

Causas

Dentro de cada célula do nosso corpo, estão os cromossomos, responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também por todo o funcionamento e forma de cada órgão do corpo interno, como o coração, estômago, cérebro, etc. Cada uma das células possui 46 cromossomos, que são iguais, dois a dois, quer dizer, existem 23 pares ou duplas de cromossomos dentro de cada célula. Um desses cromossomos, chamado de nº21 é que está alterado na Síndrome de Down. A criança que possui a Síndrome de Down, tem um cromossomo a 21 a mais, ou seja, ela tem três cromossomos 21 em todas as suas células, ao invés de ter dois. É a trissomia 21. Portanto a causa da Síndrome de Down é a trissomia do cromossomo 21. É um acidente genético. Esse erro não está no controle de ninguém.

Conseqüências

Face a hipotonia do bebê, este é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros.
A abertura das pálpebras é inclinada como parte externa mais elevada, e a prega, no canto interno dos olhos é como nas pessoas da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca).
Apresenta rebaixamento intelectual, estatura baixa, 40% dos casos possuem cardiopatias.

Tratamento

Até o momento não há cura. A Síndrome de Down é uma anomalia das próprias células, não existindo drogas, vacinas, remédios, escolas ou técnicas milagrosas para curá-la.
Com os portadores da Síndrome de Down deverão ser desenvolvidos programas de estimulação precoce que propiciem seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.

Incidência
Estima-se que a cada 550 bebês que nascem, 01 tenha a Síndrome de Down.

Ao educador físico, que trabalha especificamente com capoeira, deverá ter ciência da disfunção atlanto-axial para orientar e prescrever exercícios corretos ao portador de Síndrome de Down.


INFORMAÇÕES / REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS:CRIANÇAS EM PRIMEIRA INFÂNCIA/PSICOMOTRICIDADE.

A psicomotricidade constitui o estudo relativo às questões motoras e psico-afetivas do ser humano. A mesma seria o ponto de encontro entre a expressão motora (o que a pessoa faz ) e a característica pessoal-emocional de cada ser humano (o que a pessoa sente). O corpo é o seu ponto de referência e o seu interesse objetivo de estudo. As alterações corporais constituem-se, assim, no motivo das suas pesquisas e no da sua intervenção.
A psicomotricidade será, dessa forma, um tipo de psicoterapia de índole corporal.

LEIA MAIS SOBRE O TEMA EM:

PIAGET,Jean. A formação do símbolo na criança:imitação,jogo e sonho.Imagem e Representação.Rio de Janeiro:Zahar,1978

PIAGET,Jean. O nascimento da inteligência na criança.Rio de Janeiro:Zahar,1978.

FREIRE,João Batista;BARROS,Ricardo M.L.Análise quantitativa e qualitativa dos sintomas de antecipação nas ações motoras de crianças.Revista Brasileira de Ciências do Movimento.Brasília.2000

Links Favoritos do site de CAPOEIRA/EDUCAÇÃO CORPORAL DIRIGIDA À GRUPOS DISTINTOS (BEIJA-FLOR)

Projeto Beija-Flor
Educação Física Adaptada (Perguntas e Respostas)
Associação Brasileira de Psicomotricidade

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EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA
MOTRICIDADE ADAPTADA.
A motricidade considerada no seu aspecto operacional, poderá constituir a unidade fundamental da ação da inteligência. Nesta perspectiva a ação é considerada não como uma sucessão de movimentos (linear e mecanicamente ligados entre si, estereotipados) mas como uma relação fundamental entre meio e fim, o que podemos denominar de praxia que é um conjunto de sucessão de movimentos coordenados, orientados para a satisfação de uma determinada necessidade ou em função de um resultado a atingir ou de um fim (intenção) a conseguir (Fonseca e Moreira 1994).
Estas pessoas possuem as mesmas necessidades de estímulos de informações que as crianças da sala regular, para desenvolver o aspecto afetivo e social, motor e psicomotor.
Com base nestes pressupostos teóricos consideramos de grande importância a Educação Física Adaptada através da Educação Psicomotora no processo de formação das pessoas com necessidades educativas especiais.Com base nestes pressupostos teóricos consideramos de grande importância a Educação Física Adaptada através da Educação Psicomotora no processo de formação das crianças com necessidades educativas especiais.

PSICOLOGIA DO ESPORTE ADAPTADO

O homem, em seus esforços para melhor entender a mais complexa e sofisticada de todas as criaturas, empregou todo tipo de experimentos, testes, descrições e pesquisas na busca contínua de um auto-conhecimento. A sociedade o treinou, preparou, dissecou e experimentou, mas um entendimento do mecanismo de aceitação do eu e de outros ainda o ilude. (ADAMS e col. 1985).
Parece óbvio que um indivíduo funciona satisfatoriamente dentro de seu ambiente quase em relação direta com a sua habilidade de aceitação de outras pessoas, da capacidade dos outros em aceitá-lo e de sua tolerância em aceitar a si próprio. E, obviamente, isto também vale para a pessoa com deficiência.
Na busca do processo do auto-conhecimento, a psicologia, como uma ciência comprometida com a compreensão do comportamento humano e suas características psicológicas, vem estruturar metodologicamente esse processo.
Aliando esse comprometimento com a questão da deficiência e percebendo a prática esportiva como uma possibilidade de integração e inclusão social, que colabora para a reabilitação física, social e psicológica do indivíduo, cria-se a tríade da psicologia do esporte adaptado para apoiar e complementar esse processo.
Antes da Segunda Guerra Mundial, não se conheciam os jogos organizados sobre cadeira de rodas. Tragicamente, esse advento da história da humanidade fez com que os soldados voltassem aos seus países com seqüelas permanentes. A guerra, com todos os seus horrores, trouxe à pessoa portadora de deficiência algo melhor do que ela possuía anteriormente. Eles eram heróis e tinham respeito por isso.
O pós-guerra criou uma situação de emergência, no que se refere à construção de centros de reabilitação e treinamento vocacional, particulares ou pagos pelo governo, em todo o mundo. Como parte de um vasto programa de reabilitação, os esportes, repentinamente, foram vistos como um auxiliar importante na reabilitação dos veteranos de guerra que portavam uma deficiência. Os programas de esporte com cadeira de rodas começaram em vários hospitais de veteranos nos Estados Unidos. As regras e os regulamentos do basquetebol regular foram adaptados para as necessidades específicas dos deficientes. Foram organizados vários times e com isso o basquetebol tornou-se o primeiro esporte em cadeira de rodas da história. (ADAMS e col.1985) .
À medida que o interesse pelo esporte crescia, a quantidade de participantes deficientes também aumentava. Além dos que ficaram deficientes por causa da guerra, havia as vítimas de acidentes, os seqüelados de poliomielite entre outros.
No ano de 1946, o desempenho das equipes de basquetebol em cadeira de rodas despertou interesse e apoio para a realização dos esportes em geral realizados em cadeira de rodas e, o que é mais importante, estimulou aqueles que viram as equipes em ação a compreenderem que uma pessoa deficiente pode ter força, coragem e habilidade para jogar basquetebol numa cadeira de rodas. Na realidade, não há limite para a capacidade de um indivíduo que seja adequadamente treinado, portanto, ele pode ser considerado uma pessoa normal. Esse pensamento foi a espinha dorsal dos entusiastas dos esportes em cadeira de rodas. (ADAMS e col. 1985)
A América do Sul entrou na arena dos esportes adaptados no final da década de 50, após uma epidemia de poliomielite que atingiu a região em 1957. Em 1960, após as Olimpíadas de Roma, realiza-se o encontro de atletas dos esportes em cadeira de rodas, iniciando-se, assim, as Paraolimpíadas, o segundo maior evento esportivo do mundo.
O esporte é um dos fenômenos socioculturais mais importantes do século XX, mobilizando um grande número de pessoas, materiais, instalações e recursos financeiros, de acordo com Cruz (1989, apud Becker e col. 1998). Para que todos estes recursos possam ser multiplicados, é necessário o sucesso nas competições e este está baseado na produção do atleta.
Becker (1998) afirma que, no esporte, há um momento em que toda a responsabilidade está nas mãos de um só atleta, e este tem a noção da responsabilidade que incide sobre ele e o ato motor que irá executar dentro de alguns segundos. Um destes momentos, por exemplo, é o da execução de um lance livre no basquetebol, em períodos cruciais da partida. Durante o lance livre, o atleta tem alguns segundos para tomar a postura prescrita no regulamento, fazer alguns ajustes táteis com a bola, regular sua ativação interna, bloquear os estímulos ambientais que o perturbam, colocar toda sua atenção no objetivo (fazer a cesta) e, finalmente, realizar o arremesso. Numa situação estressante como esta, os atletas podem apresentar diferentes reações de sucesso ou fracasso.
Uma observação que tem chamado muito a atenção dos treinadores é a diferença de rendimento que alguns atletas apresentam, comparando-se os períodos de treinamento e de competição.
A preparação de um atleta é composta por fatores físicos, técnicos, táticos e psicológicos. Embora estas quatros áreas sejam reconhecidas como importantes para aumentar o rendimento esportivo, devem ser apontadas algumas particularidades. Em primeiro lugar, temos a capacitação e atualização do treinador e, segundo, o equilíbrio psicológico dos atletas. Becker (1998) nos lembra que devemos levar em conta um fator muito importante que é a individualidade, pois cada um tem uma percepção do ambiente que o rodeia. Essa percepção varia de acordo com a personalidade de cada um, podendo haver, portanto, reações diferentes a situações semelhantes.
A questão esportiva incutiu nos pesquisadores o desejo pelo conhecimento sobre o movimento, o comportamento motor. Porém, com o passar dos tempos, notou-se que não apenas o corpo necessitava de um equilíbrio, o que comanda esse corpo também precisava estar envolvido nesse processo. O equilíbrio corpo e mente já se faz presente em quase todas as classes científicas. (CRATTY, 1984).
A personalidade será essencialmente concebida como uma unidade, uma totalidade dinâmica, cujas particularidades cognitivas (relativas às operações do conhecimento: percepção, inteligência, memória), afetivas (relativas à vida emocional, aos sentimentos e ao nível do vivido propriamente dito), conativas (relativas aos fenômenos da vontade ou esforços voluntários) e físicas (relativas ao próprio corpo e ao seu substrato biológico) estão em interdependência. Assim como não há operações intelectuais sem a implicação de sentimentos de êxito ou fracasso, prazer ou aborrecimento, também não existem esforços físicos sem intervenção das discriminações perceptivas e de fatores motivacionais ou de sentimentos. (THILL, 1989)
O ser humano é um ser de desejo e pulsão (FREUD, 1973). É atraído para finalidades invisíveis e tende constantemente a ultrapassar-se. Sendo assim, podemos considerar a afetividade como elemento dinâmico ou energético da personalidade, ou seja, como um conjunto de móbiles que desencadeiam e suportam a ação do indivíduo. (THILL, 1989)
Esses desejos não se diferenciam nas pessoas portadoras de deficiência, que vivenciam as diferenças impostas pela sociedade e se vêem na contingência de superar o estigma que as acompanha. A possibilidade de unir a prática esportiva ao processo de inserção e inclusão social é um bom indício de que a sociedade está buscando superar as barreiras invisíveis que ela mesma colocou na história do seu desenvolvimento.
No Brasil, os dados estatísticos existentes não são compatíveis com o real número de pessoas portadoras de deficiência, lembrando que aproximadamente 10 mil pessoas ficam deficientes por mês em nosso país. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 10% da população de um país sejam de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência e que essa porcentagem pode chegar aos 15% em países subdesenvolvidos .
Frente a esses números alarmantes, e com a preocupação da inserção e integração social, busca-se caminhos, além da reabilitação física, que facilitem e fortaleçam a personalidade da pessoa portadora de deficiência. O esporte adaptado é um desses caminhos e vem ganhando espaço, credibilidade e respeito, não somente por parte do próprio portador de deficiência como também da sociedade.
Para o portador de deficiência, a prática esportiva possibilita o conhecimento e a vivência do significado da superação de limites e a confirmação de que ele pode conquistar e viver esse prazer. Esse é um simples convite à vida!

LEMBRE-SE: O TRABALHO ESPORTIVO ADAPTADO É FASCINANTE E ENSINA MUITO MAIS AO EDUCADOR DO QUE ELE PODE IMAGINAR!

DEPENDÊNCIA QUÍMICA (PROJETO BEIJA-FLOR E CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL)
O trabalho voltado para dependentes químicos, busca a socialização através da prática esportiva e deverá obedecer uma predominância de metabolismo aeróbio em razão da oxigenação necessária para o processo de desintoxicação. Neste aspecto, a capoeira se torna uma ferramenta primoridial na execução do plano em atividades físicas para este grupo. Além de unir o grupo na roda, trabalha resistência muscular localizada, flexibilidade e atividades aeróbias e anaeróbias dependendo da prescrição dos movimentos e do limiar alvo.





Informações
CREF/SP (Legislação)

COMO SURGIU O ESPORTE ADAPTADO?
O esporte adaptado surgiu no início do século XX, de forma muito tímida. Na primeira década do século, iniciaram-se as atividades competitivas para jovens portadores de deficiências auditivas, especialmente em modalidades coletivas. Por volta de 1920, tiveram início as atividades para jovens portadores de deficiência visual, especialmente a natação e o atletismo. Para pessoas portadoras de deficiências físicas, o início do esporte oficialmente se deu ao final da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltaram para os seus países de origem com vários tipos de mutilações e outras deficiências físicas. As primeiras modalidades tiveram origem na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na Inglaterra, por iniciativa do médico Ludwig Guttmann, indivíduos com lesão medular ou amputações de membros inferiores começaram a praticar jogos esportivos em um hospital em Stoke Mandeville. Nos Estados Unidos, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América), surgiram as primeiras equipes de basquetebol em cadeira de rodas e as primeiras competições de atletismo e natação. Tudo isto ocorreu entre 1944 e 1952. A partir daí, o esporte para portadores de deficiências físicas não parou de crescer e, desde 1960, ocorrem os Jogos Paraolímpicos, sempre alguns dias após e na mesma sede dos Jogos Olímpicos convencionais.

Paraolimpíadas





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